terça-feira, 10 de agosto de 2010

Especial Alma e Sangue - O Despertar do Vampiro

Boa Tarde leitores! Essa semana teremos um especial muito legal sobre a série de livros "Alma e Sangue", da autora e também nossa parceira, Nazarethe Fonseca.

Começaremos esse especial com o primeiro livro da série, "O Despertar do Vampiro", e terminaremos com a resenha de "Kara e Kman - Segredos de Alma e Sangue", cuja nova edição foi lançada pela Editora Aleph agora em agosto, e com uma surpresa para vocês no final da semana.

Conheçam o primeiro livro da série Alma e Sangue, "O Despertar do Vampiro". Sinopse:

Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, cujo talento acaba chamando a atenção do excêntrico milionário Paul Rohan, dono de um antigo casarão com fama de mal-assombrado. Audaciosa, Kara aceita o desafio de reformá-lo para realizar um antigo sonho da família. Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura com mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.

Mas esqueça o semblante sinistro dos velhos vampiros, a capa vermelha esvoaçante no alto de um castelo. Jan Kmam prefere jeans negro e botas surradas. Os cabelos loiros, olhos azuis e rosto perfeito teriam encantado Kara imediatamente, não fosse o susto e a incredulidade do primeiro encontro.

Agora que despertou, Jan Kmam irá ate as ultimas conseqüências para se vingar de seus inimigos. Para tanto, não hesitará em envolver Kara em seu mundo de sombras e sedução.

Pois é, vocês podem pensar, "mais um livro sobre vampiros", mas parem por aí!

Primeiramente, a diferença nessa série já começa no fato dela ser de uma autora brasileira e a estória, por consequência, se passar no Brasil, o que dar a ela um sabor diferenciado e familiar, muito gostoso de ler.

Segundo, porque o mundo vampírico criado por Nazarethe é algo inovador, nós conhecemos um pouco dele nesse primeiro livro, mas submergimos nele no segundo livro "O Império dos Vampiros". Mas o vampiro de Nazarethe, em si, é aquele clássico: sedutor, calculista, intenso, alimenta-se de sangue humano, não pode sair no sol, entre outras características básicas. Nesse trecho, Jan Kman explica um pouco sobre sua espécie:

“- Está tudo no sangue. Tudo vem dele, tudo se vai com ele. Posso ficar seco como uma passa sem ele, mas ainda vivo e consciente. Com ele sou o que conhece: forte, bonito, ágil e atraente para qualquer um - disse, um pouco convencido. - Vejo, falo, ando, respiro e ouço melhor do que qualquer mortal. Posso viver debaixo da terra por quanto tempo quiser, sem me alimentar. A noite é meu dia e nela existo supremo. Minha imortalidade está segura se eu não brincar com fogo, não tomar banho de sol e evitar objetos cortantes na área do pescoço - disse, cruzando o dedo de um lado a outro do pescoço imitando um corte. - O resto pode fazer estragos que o tempo certamente apagará. Copiaram tudo, meus anjos?”

Pois bem, "O Despertar do Vampiro" conta como começou o romance entre Kara, uma humana restauradora que vive em São Luís do Maranhão, e o vampiro francês Jan Kman.

No início do livro, percebemos a narração em terceira pessoa - característica marcante no segundo livro -, mas apenas para fazer uma introdução do que ocorre naquele presente, sendo que o restante do livro é todo em primeira pessoa, sendo Kara a narradora, pois este livro nada mais é do que um manuscrito seu.

Desde o início a relação entre Jan e Kara é literalmente "entre tapas e beijos". Ela o conhece quando é contratada para restaurar uma antiga casa em São Luís do Maranhão, na qual Jan estava adormecido nos últimos 125 anos e ele desperta já dando um susto nela e "sequestrando-a" por 3 dias - ele pede a ela esses dias para que ele possa se recuperar e resolver algumas coisas. Durante esse tempo, ele “hospeda-se” na casa de Kara e a faz passar por maus bocados, fazendo-a oscilar entre a paixão e o ódio. Sintam um gostinho de como era a relação deles:

Passava das sete horas, o vigia estava muito atrasado. Comecei a me preparar para sair, verificando as coisas. [...]Fechei a janela, cruzei o quarto em direção à porta e nesse momento as luzes se apagaram. Não somente as da sala, mas todas as luzes do casarão. O susto foi tão grande que gritei. [...]

- Não tenha medo do escuro.

O aviso soou de maneira sensual, cortando a escuridão como uma carícia. Ergui os olhos e dei de cara com um completo desconhecido. Sentado comodamente na cabeceira da mesa, ele me observava. Fiquei tão aborrecida com a possibilidade de ele ter me visto apavorada que nem o olhei direito.

- O que houve com as luzes? - perguntei, achando que se tratava do vigia.

- Eu as apaguei - falou de modo insolente.

[...] Seu rosto parecia não ter movimento. Os olhos azuis brilhavam no escuro, como se fossem de um gato. Ele notou que eu o observava e deu um leve sorriso malévolo e malicioso. Recuei assustada. [...]

Não sei explicar como podia me sentir atraída, estando totalmente assustada. Sua beleza chegava a ser um insulto, essa era a verdade.”

“- Tente não me irritar. Posso matar você e arranjar outra, entendeu? - perguntou, me sacudindo. - Responda! - ordenou, segurando meu queixo com força. Em represália, cuspi no seu rosto furiosa.

- Maldita mulher! - disse, limpando o rosto e fazendo o mesmo comigo.

- Nojento! Filho da puta!

- Fala como uma prostituta. Cale a boca!

- Tente me calar!

- Não entendeu, não é? Eu estou no comando. Eu mando, você obedece. Entendeu, agora? - rugiu.”

Esmurrei, empurrei e lutei com toda força que possuía, mas de nada adiantou. Cansada de lutar e sem saber ao certo como, abri as mãos antes fechadas, prontas para agredir, deslizei-as sobre seus ombros e correspondi a seu beijo devastador. Quando sua boca descobriu a minha, senti o gosto de sangue sem saber se era dele ou meu. Suas mãos passearam por meu corpo de modo desejoso e quando tocou meus seios recuei. Envergonhada, soltei-me dele, desta vez sem protestos. Só não fui ao chão porque ele me enlaçou novamente.”

Além do fato de Jan ser um predador, que necessita matar para viver, o grande problema deles era a forte semelhança entre Kara e Thaís, antigo amor de Jan, a qual foi morta por um de seus grandes inimigos, Gustave, o qual pensava que Jan estava morto.

Essa semelhança confunde Kara, que não sabe se Jan a ama, ou o fato dela ser parecida com Thaís, assim como chama a atenção do próprio Gustave, que, para provar sua superioridade sobre Jan e alimentar seu ego, chega em São Luís para tentar conquistar Kara, além de apavorar a cidade com assassinatos cruéis.

No meio de tudo isso, também conhecemos um médico, Vitor, que desconfia da existência desses seres sobrenaturais e, após atender Kara no hospital e ajudá-la outras vezes, ganha sua amizade, além da própria confiança de Jan, o qual, nem por isso, deixa de se sentir enciumado.

Encurralada entre a cruz e a espada, Kara fica em dúvida entre sua humanidade e passar a eternidade com Jan, e vocês só descobrirão sua escolha ao ler o livro!

A leitura é rápida e gostosa, recheada de intensidade, e o livro em si é dividido em quatro partes:

Unidade I - Kara Ramos: aqui conhecemos a história de Kara, além de como ela e Jan se conheceram;

Unidade II - Jan Kman: em uma conversa com Kara, Jan revela sua história, desde quando humano, até o momento em que se entregou ao sono 125 anos atrás;

Unidade III - Kara e Kman;

Unidade IV - Restos Mortais.

Partindo para um assunto que é de interesse da mulherada - se quem estiver lendo essa resenha for um homem desculpe-me desde já, pode pular para o próximo parágrafo - não posso terminar essa resenha sem destacar a loucura de homem que é Jan Kman...AAAHHHH...alto, loiro, olhos azuis, sexy demaaaais, romântico e dono de beijos enlouquecedores, leiam esses trechinhos, além dos outros que já coloquei aqui, e vejam se não concordam comigo:

“- Deus, o que há comigo? - perguntei, sem saber o que fazia ali.

- Saudade? - perguntou a voz inconfundível.

Jan e eu estávamos bem próximos. Ele sorria. Encheu-me de beijos famintos. Perdida em suas carícias, senti-me novamente segura e completa.

- Lembre-se, petite, você é e sempre será minha."

“-Trespassou meu peito com uma estaca quando me beijou daquela forma. Queimei, ardi. E pensar que quase a matei. Via você em cada mulher dessa cidade. Tentei ler, andar, dormir e até mesmo não matar por sua causa. Quando a fome me queimou nas veias, em meu coração, era apenas em você que conseguia pensar. Só desejava tê-la em meus braços de novo e fazer com que perdoasse minha brutalidade, que fosse minha outra vez. Isso vai parecer ridículo, mas deito-me de lado para imaginar que está comigo, quando vou dormir. Devo estar ficando louco, a eternidade me fez mal, pois sinto seu perfume impregnado em meu corpo.”

No final do livro, a narração volta a ser em terceira pessoa, e conta algo que vai deixar você louco pela continuação em "O Império dos Vampiros", cuja resenha você poderá ler aqui ainda essa semana, fiquem ligados!

6 comentários:

  1. O Jan é tudo de bom mesmo!!!! ai ai *_*

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  2. Eu preciso desse livro... EU NECESSITO!!!! #chora
    Kman é tudo! S2

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  3. Carol, adorei a resenha!

    E meu, o Jan é muito, mas MUITO másculo e encantador. Lendo o "petite" dele já me derreto toda! HAHA

    Esse é um dos livros que recomendo para todos que posso. Além de ser uma leitura boa, é riquíssimo em conteúdo histórico! Além de que, a abordagem feita dos vampiros é deveras interessante. Eu realmente me surpreendi.

    A Nazarethe fisgou a gente e a adoração por determinados personagens cresce a cada vez mais.

    Parabéns pelo blog, meninas!

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  4. Oi, Carol.


    Aeeê! a mocinha tem atitude, gostei.
    Uii, gostei do Jan ;)
    rsrsrsrsrs

    Resenha muito boaa o/

    Espero a resenha do segundo ;D


    Bjoos

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  5. Brigada, gente!! Continuem acompanhando o blog que essa semana tem mto mais!!

    Pois é Jú, tbm fiquei impressionada...principalmente com o 2° livro...quero ver como vou conseguir escrever tudo o que quero em uma resenha!!

    ;D

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  6. Caroooool ,
    Que rsenha menina !
    Amei.
    Estou com meu exemplar aqui. Doidinha pra ler.

    Saudades viu ?!
    Mega Beijo
    Luka.

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