quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Guardiã da Minha Irmã - Jodi Picoult











Título Original: My Sister's Keeper
Autora: Jodi Picoult
Editora: Verus
ISBN: 9788576861294
Páginas: 448
Skoob
Compre: Saraiva / Travessa / Cultura

Sinopse: Anna não está doente, mas parece estar. Aos treze anos, já passou por inúmeras cirurgias, transfusões de sangue e internações, para que sua irmã mais velha, Kate, possa combater a agressiva leucemia que a castiga desde pequena. Concebida por fertilização in vitro para ser uma doadora de medula óssea perfeitamente compatível com a irmã, Anna nunca questionou seu papel, até agora. Como a maioria dos adolescentes, ela está começando a buscar sua verdadeira identidade. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre foi definida em função de sua irmã. Até o dia em que Anna toma uma decisão que para grande parte das pessoas seria inconcebível, que vai destroçar sua família e trazer consequências fatais para a irmã que ela tanto ama. A guardiã da minha irmã é um livro provocativo que retrata difíceis escolhas de uma família dilacerada por uma doença - mas, acima de tudo, é a história de pessoas que lutam com todas as forças por aqueles que amam.

Este livro foi mais uma caso em que eu vi primeiro o filme, e só depois li o livro (para quem não sabe, este foi o livro que inspirou o filme "Uma Prova de Amor"). Mas não foi por isso que fiquei receosa. O problema é que o filme já é tão intenso e dramático, que, como normalmente o livro é mais detalhado, eu tinha bastante medo do quão mais forte este poderia ser. E não me enganei.



A guardiã da minha irmã já começa sendo um livro diferente, pois não possui capítulos. Os livros são divididos pelo dia da semana em que ocorrem os eventos, apesar de que não fica claro que data exatamente se passa a história (é presente? 2009? 2003?), os quais são subdivididos por narradores, ou seja, você lê a história naquele dia sob o ponto de vista de Anna (a filha doadora); Jesse (irmão de Anna e Kate); Brian (pai de Jesse, Ana e Kate); Campbell (advogado de Anna); Julia (curadora ad litem de Anna) e Sara (mãe de Anna, Jesse e Kate).

O aspecto curioso da subdivisão e narrativa deste livro está não apenas no fato de que Kate (irmã de Jesse e Anna, aquela que possui leucemia) não narra nenhum capítulo ao longo do livro, como também em razão de as narrações de Sara serem quase sempre no passado, isto é, é através dela que conhecemos a história da família Fitzgerald desde o começo...desde o início da doença de Kate em 1990.

E, para mim, são os "capítulos" narrados por Sara no começo do livro que mais emocionam... tocam. É dilacerador ver uma mãe sofrendo tanto assim com a doença da filha...a qual tem apenas dois anos de idade quando tudo começou.

Jodi Picoult soube escrever um livro marcante, tocante, envolvente e tão real, que o leitor submerge na história da família Fitzgerald, sentindo na pele tudo que acontece, ou já aconteceu com eles. A narrativa consegue prender o leitor de uma maneira que até eu duvidada ser possível num livro tão intenso como este, o que, aliado à forma como a autora escreve e a linguagem acessível, torna-se difícil largar o livro. Quando eu percebia, já tinha lido mais de cem páginas sem nem notar a passagem do tempo.

Um fato engraçado sobre a narrativa, é que em cada perspectiva que você lê, você assume o lado daquele narrador, enquanto questiona os demais... às vezes eu apoiava totalmente Anna, mas quando chegava em Sara começava a questionar. Nem todo autor é capaz de brincar assim com essa dinâmica entre narrador/leitor.

Fazendo um rápido paralelo com o filme, acredito que os atores - apesar de fisicamente nada parecidos com os dos livros - conseguiram incorporar razoavelmente bem o drama de cada personagem, apesar de em alguns momentos ser possível notar algumas falhas do tipo "o personagem no livro não faria isso, ou aquilo". Foi uma pena que os produtores/roteiristas não exploraram no filme o drama/romance entre Campbell e Julia (na verdade nem colocaram a Julia no filme), tampouco a "pirotecnia" do Jesse, mas é compreensível terem excluído isso, pois é um enredo secundário no livro, embora muito interessante...e quem não gosta de um romance, não é?!

Apesar de o filme ter sido muito fiel em vários aspectos, o final diverge completamente. E, pela primeira vez - acho que eu nunca disse isso (O.O) - eu prefiro o final do filme!!!!!!!!!!

Isso porque o final do livro é muito, mas muito, muito mais triste do que o filme....e observem que o final do filme já é bastante dramático. A questão é que eu não esperava que o livro terminasse desse jeito...não esperava nunca, mesmo todo mundo tendo me alertado que era pior, eu não imaginei nunca que aquilo fosse acontecer ao final...nossa, eu juro que fiquei arrasada, tão arrasada que nem conseguia terminar o livro de tanto chorar...

Ou seja, A guardiã da minha irmã é um livro para aqueles que gostam do gênero dramático, com uma história bastante envolvente e intensa que te prende e te faz sentir do começo ao fim... tem momentos até que ela parece real demais!

Trechos:
"Mas aquilo me fez pensar no que teria acontecido se Kate fosse saudável. É provável que eu ainda estivesse flutuando no paraíso ou sei la onde, esperando para me ligar a um corpo e poder passar algum tempo na terra. Certamente, eu não faria parte desta família. Ao contrário do resto do mundo, não cheguei aqui por acidente. E, se seus pais só tiveram você por um motivo, é melhor esse motivo existir. Porque, quando ele desaparecer, você vai desaparecer também." (Ana, página 14)

"Olhe para minha filha, para o brilho de seus cachinhos revoltos e para o voo de borboleta que há em seu sorriso - esse não é o rosto de alguém que está morrendo aos poucos. Eu só a conheço a dois anos. Mas, se você pegar cada lembrança, cada momento, e colocá-los um ao lado do outro, eles se estenderão até o infinito." (Sara, página 40)

"- Desculpe. Meu filho está passando por uma fase canina. A gente pode fazer carinho nele?
- Não - digo automaticamente. -É um cão de assistência.
- Ah. - A mulher se endireita e afasta o filho. -Mas você não é cego.
[...] Penso em honesto para variar, pela primeira vez. Mas a gente também precisa rir de si mesmo, não é?
- Eu sou advogado - digo, dado um sorriso para a mulher. - Ele corre atrás das ambulâncias e vê se tem alguém lá dentro que quer processar alguém.
Enquanto Juiz e eu nos afastamos, estou assobiando." (Campbell, página 418)

PS. 1: Esse último trecho também foi uma piada interna....rsrsrsrsrsrs!!

PS. 2: Eu queria colocar mais três trechos, mas fiquei com pena de vocês e do tamanho da minha resenha, então foram esses aí mesmo!!


Trailer do filme:



6 comentários:

  1. Carol, esse livro é muuuuito bom.
    Concordo pelamente quando vc diz que ao ler os pontos de vista ficamos tendenciosos. É assim mesmo. A cada versão da história, assumimos um lado.
    Tacada de mestre da autora né ?! Me ganhou :-)

    Bjsss

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  2. ahhhhhhhh tou muito louca pra ler esse livro!!!
    nem sabia que era o mesmo do filme, apesar que desconfiei
    ja era louca pra ver o filme mas ainda nao vi :~
    ownn
    :*

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  3. Eu gostaria de ler esse livro, mas também tenho um pouco de medo pois no filme eu já chorei baldes.
    Parabéns pela resenha.
    B-jus

    descobrindojaneausten.blogspot.com

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  4. Eu li a sinopse e fiquei já meio 'mas ei, isso nao é um filme?' HAHAHA. eu lerdinha.
    Adorei sua resenha... e sério, você prefere o fim do filme?? MEUDEUS, se eu ler o final do livro acho que eu vou desidratar de tanto chorar ):
    Fiquei com muita vontade de ler, porque simplesmente amei o filme!
    Muito boa a resenha *-*

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  5. Tenho vontade de ler esse livro de tanto que vejo falaram bem.

    Não assisti o filme, mas minha mãe viu e pelo estado da cara dela pós filme ele é bem triste hehe

    E se vc diz q o livro é mais forte ainda ....

    enfim..não sou mto fã de livros assim, então não sei se lerei.

    Mas adorei a resenha, foi bem sincera :)

    Bjos

    @alessandramessa

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  6. uma prova de amor <3333


    só preciso agora do dinheiro pro livro HAHA /FA-LI-DA

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