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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Em Cartaz: Histórias Cruzadas





Título original: (The Help)
Direção: Tate Taylor
Atores: Emma Stone, Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer.
Duração: 137 min
Gênero: Drama

Sinpose:Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Skeeter (Emma Stone) é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark (Viola Davis), a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.Fonte: Adoro Cinema

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Da Próxima Vez - Marc Levy









Título: Da Próxima Vez
Autor: Marc Levy
ISBN: 8528611213
Páginas: 256
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2005




Sinopse: Da próxima vez conta a aventura de Jonathan e Clara, dois peritos em obras de arte que se cruzam na incessante busca por um raro e enigmático quadro. Porém, na medida em que se aproximam um do outro, os dois descobrem que esses mistérios vão muito além do mundo da pintura... e muito além da vida. Em páginas repletas de emoção, Da próxima vez é uma obra sobre um amor que foi capaz de romper os limites do tempo e do corpo.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Baile dos Deuses - Nora Roberts (Trilogia do Círculo #2)














Autora: Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 978-85-286-1469-5
Nº de páginas: 334


Contem SPOILERS para quem não leu A Cruz de Morrigan (leia a resenha aqui).

Sinopse: "Ele viu onde a terra estava queimada, onde estava devastada. Viu as próprias pegadas na lama quando galopava em meio à batalha, na forma de um cavalo. E viu a mulher que o montara espalhando destruição com uma espada flamejante...
Blair Murphy sempre trabalhou sozinha. Destinada a ser uma caçadora de vampiros num mundo que crê nessas criaturas, ela vive para caçar. Mas, agora, vê-se como uma guerreira num círculo de seis, escolhida pela deusa Morrigan para derrotar a vampira Lilith e seus asseclas.
           Aprender a ter confiança nos outros sempre fora uma tarefa árdua, pois Blair jamais se permitiu tal luxo. Eis então que ela se vê atraída por Larkin, um  homem capaz de assumir múltiplas formas. Como cavalo, ele é soberbo e elegante; como dragão, esplendidamente feroz; e como homem... bem, Blair já teve sua parcela de bonitões, mas nenhum tão lindo e charmoso quanto este nobre vindo do passado.
         Dentro de dois meses, o círculo de seis enfrentará Lilith e seus exércitos em Geall. A fim de completar os preparativos e recrutar forças para a batalha, o círculo viajará através do tempo para o mundo de Larkin, onde Blair deverá escolher entre lutar contra a atração esmagadora que sente por ele ou arriscar tudo por um amor que nunca poderá acontecer..."

Sabe quando você lê um livro bom e pensa: “Será que a continuação vai conseguir ser tão boa assim?” Pois é. O Baile dos Deuses não é tão bom quanto A Cruz de Morrigan. É melhor!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Resenha e promoção do livro A Cruz de Morrigan - Nora Roberts (Trilogia do Círculo #1)














Autora: Nora Roberts
ISBN: 9788528614688
Editora: Bertrand
Número de páginas: 364
Ano Edição: 2011
 
 
Sinopse: "Extravasando seu sofrimento à tempestade, Hoyt Mac Cionaoith esbraveja contra a força do mal que o separou do irmão gêmeo. Essa força se chama Lilith, uma vampira demoníaca. Nascida há milhares de anos, ela atrai um número incontável de homens, devastando-lhes a alma com seu beijo maligno. Poderá Lilith ser detida antes que finalmente consiga dominar o mundo?
Hoyt não é páreo para a ninfa do mal. Mas seus poderes vêm da deusa Morrigan, e através dela terá sua grande chance de vingança. Sob o comando de Morrigan, ele deverá reunir cinco outros para formar um círculo de força poderoso o bastante para derrotar Lilith.
Um círculo de seis: ele próprio, a bruxa, a guerreira, a erudita, aquele de múltiplas formas e aquele que ele perdeu. E será com esse círculo, centenas de anos no futuro, que perceberá como seu espírito assim como seu coração se tornaram…"

A Trilogia do Círculo, cujo primeiro livro é A Cruz de Morrigan, traz a visão que Nora Roberts tem do mundo dos vampiros. Ela cria uma estória na qual magia é real e seres como vampiros e metamorfos (“aquele de múltiplas formas”) existem e convivem – não pacificamente, é claro.

Em A Cruz de Morrigan os vampiros não são bonzinhos. Eles são perigosos, instáveis, cruéis e egoístas. Não espere aqueles vampiros fofos e apaixonados que temos visto recentemente na literatura. Aqui, o importante é vencer a guerra que se aproxima e, para eles, não existem regras.

Na estória, Hoyt foi recrutado pela deusa Morrigan para ser um dos seis que formariam o círculo e venceriam o mal. Para tanto, ele foi enviado para o futuro. Saiu do século XII e veio direto para os nossos tempos a fim de combater Lilith, aquela que transformou seu irmão em vampiro tanto tempo atrás.

Glenna tinha poderes mágicos. Era uma bruxa. E sonhou com um homem que precisava de sua ajuda. Alguns dias depois encontrou com esse homem, que se chamava Hoyt, após se ver perseguida por estranhas criaturas no metrô. Foi assim que ela se viu envolvida nessa batalha do bem contra o mal para a qual não estava preparada – e nem sabia se estaria um dia.

Cian o lindo, o tudo, o maravilhoso, err... tá, parei estava cuidando de sua vampirês, ou vida, tanto faz, quando seu irmão, Hoyt, apareceu direto do passado e o envolveu em uma batalha contra a sua criadora, Lilith. Ele não gostou nada dessa história de ser envolvido nessa confusão, mas acabou se juntando aos outros para completar o Círculo dos Seis.

O livro é muito bom e tem muita aventura. Além disso, a estória conta com alguns momentos bem engraçados, como os que mostram o Hoyt descobrindo as coisas que existem na atualidade e algumas tiradas sarcásticas do Cian. Vejam:

“Fascinado, ele entrou no boxe, começou a brincar com os botões prateados que saltavam do mármore e, assustado, soltou um grito esganiçado quando um jato de água fria jorrou de vários tubinhos com a ponta achatada.
- Por aqui, costumamos tirar a roupa antes de tomar banho – Cian entrou, fechou a torneira com um movimento violento do pulso. E respirou pelo nariz. – Pensando bem, vestido ou não, você com certeza precisa de um banho. Está fedendo pra burro. Limpe-se – ordenou ele. – Vista as roupas que coloquei em cima da cama. Vou trabalhar.
E foi embora, deixando o irmão se atrapalhar sozinho”.
Pg. 57



“Ela foi até a pia para tirar a sálvia das mãos e fazer compressas geladas para os hematomas.
- Aqui. – Entregou uma para Hoyt. – Segure contra o olho.
Ele a cheirou e obedeceu.
- Não precisavas ter se preocupado.
Cian fez uma careta.
- Tática errada. Mais sábio dizer: ‘Ah, meu amor, sentimos muito por termos te preocupado. Fomos egoístas e sem consideração, e deveríamos ser punidos por isso. Esperamos que nos perdoe’. Engrosse um pouco a voz. As mulheres são loucas por vozes grossas.
- Depois beijo os pés delas, calculo.
- Na verdade, o objetivo é puxar o saco, mesmo elas não tendo. Esta é uma tradição que nunca sai de moda. Você vai precisar de paciência com ele, Glenna. O Hoyt ainda está aprendendo”.
Pg. 236/237.


Bom, nesse livro quem me conquistou mesmo foi o Cian. Apesar de Glenna e Hoyt serem o casal principal, quem se destacou foi o vampiro mandão e, na minha opinião, encantador. Estou esperando ansiosamente para ler os outros livros da série e saber um pouco mais sobre ele =D.

Esse livro está super recomendado para quem gosta de aventura, romance e vampiros (daqueles que não saem ao sol e nem tem reflexo no espelho).


Quem ficou curioso para conhecer esse ótimo livro e quiser ganhar um exemplar, basta seguir TODAS as regras abaixo:

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#Sorteio Quero conhecer a magia do livro A Cruz de Morrigan que o @prateleiracult e a @EditoraBertrand vão me dar! http://t.co/7dPuToc

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# A frase é para ser postada no TWITTER e não nos comentários! Cuidado, pois muitos incorreram nesse erro nas promos passadas;

# Você pode tuitar a mensagem quantas vezes quiser. Mas cuidado para não ocorrer spam (acúmulo de mensagens ou mensagens em demasia);

# A promoção inicia hoje e vai até dia 17/04/2011, às 20h;

# O sorteio ocorrerá através do site
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# O vencedor terá três dias para enviar seu nome e endereço completos para o e-mail prateleiracultural@yahoo.com.br, sob pena de realização de novo sorteio.

Boa Sorte a todos!! =D


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tim - Colleen McCullough













Título Original: Tim
Autora: Colleen McCullough
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 8528603342
Páginas: 336
Compre: Saraiva / Livraria Cultura

Bom Diaaaaaaa!! Nesta sexta-feira ensolarada (pelo menos aqui em Natal/RN), traga-lhes a resenha de um romance que pode ser descrito, como tocante, encantador, emocionante! Mas antes de falar um pouco mais, que tal vermos, primeiro, a sinopse:
Artamon, bairro de classe média em Sidnei, Austrália.
Mary Horton, solteirona, na casa dos quarenta. Rica, porém simples e solitária, acredita não necessitar de amigos, tampouco de um amor. A literatura e a música ajudam-na a preencher a solidão. Mary não aspira a coisas que não conheceu.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário inexperiente, filho de Ron e Esme Melville, que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tem o rosto, o corpo e a graça de um deus grego. Embora belíssimo, está longe de possuir um intelecto em harmonia com o físico deslumbrante.
Todavia, Ron e Esme, operários simplórios, pessoas sensatas e sem ambição, o amam pelo que ele é. O casal o preparou para viver segundo as suas possibilidades. Tim é um sujeito insignificante que trabalha na construção, infatigável e bem mais esforçado do que os companheiros. Os dias de trabalho pesado e os fins de semana são passados com o pai num bar; as noites em casa, ao lado da família assistindo à televisão. Para ele, uma vida segura e tranquila.
Tim é tão maravilhoso de se admirar que Mary Horton não consegue acreditar nos próprios olhos ao vê-lo, pela primeira vez, trabalhando na reforma da casa ao lado. A vizinha, pessoa franca e de bom coração, foi quem a alertou tanto para a doçura quanto para as graves limitações do rapaz. Mesmo assim, Mary o contrata para trabalhar como seu jardineiro nos fins de semana e descobre que, usando apenas um pouco de delicadeza, é possível extrair tudo do rapaz.
Um idílio em que ambos dão e recebem muito, mas que infelizmente se modifica, como acontece com todos os idílios...
Uma história de singela e suave beleza, de inesperados acontecimentos que tanto tocarão os leitores como os surpreenderão.
Tim foi o romance de estreia da autora Colleen McCullough, lançado pela primeira vez em 1974, podendo ser considerado um clássico e, ao mesmo tempo, inovador ao tratar de um assunto tabu para aquela época e, porque não, até mesmo atualmente: pessoas excepcionais.

O personagem principal desta estória, Tim Mellville, tem vinte e cinco anos, é dono de uma beleza estonteante, mas possui o que se poderia chamar de uma leve deficiência mental. Mas nem por isso ele é incapaz, pois graças a seus maravilhosos pais, Ron e Esme, ele foi criado em um lar cheio de amor, compreensão e que sempre buscou estimulá-lo a levar uma vida mais normal possível, dentro das suas limitações.

E é exatamente após um de seus trabalhos no ramo da construção que Tim conhece Mary Horton, uma mulher de mais de quarenta anos, que sempre viveu sozinha, muito trabalhadora e, exatamente por isso, rica. Mas sua vida era vazia, sem cor, posso dizer que ela simplesmente estava de passagem pela vida até conhecer Tim.

A partir de então, eles se tornaram grandes amigos, e passaram a cuidar e ensinar um ao outro. Ela ensinou-o a ler um pouco, escrever, a calcular contas simples e tratava-o como um adulto, explicando-lhe as coisas da vida com calma, paciência e carinho. Ele mostrou-lhes as maravilhas das coisas simples da vida, como a apreciar a natureza, conversar com um amigo, sorrir e brincar mais.

Mas, como um tabu que era, essa amizade termina sendo alvo de fofocas e insinuações, o que nem sempre é fácil para Mary lidar, mas ela assim o faz de cabeça erguida.

Acontece que com o passar do tempo, essa relação entre Mary e Tim chega a um ponto decisivo, em que tanto ela, quanto Ron (pai de Tim), precisam tomar uma decisão crucial acerca do futuro deles.

Colleen soube desenvolver a relação entre Mary e Tim de uma forma que eu não conseguia enxergar, a princípio, como possível. Ela construiu uma estória tão linda e emocionante, que você se percebe vibrando de felicidade por cada nova conquista de Tim! É simplesmente maravilhoso acompanhar seu aprendizado, suas descobertas, seus diálogos com Mary, é lindo ver o crescimento da afeição entre eles e o quão bem eles fazem um ao outro!

Sem contar a forma como a autora soube abordar o tema da deficiência mental. Ela soube ser, ao mesmo tempo, realista, crua (muitas vezes ela mesma descrevia Tim como se fosse uma criancinha ou um cachorrinho), mas também sensibilizada e apaixonada.

Ademais, Colleen conseguiu, ainda, amarrar muito bem a estória, de maneira que seu desenrolar não se tornou algo estranho e artificial, como às vezes acontece em alguns romances. Ela foi desenvolvendo a estória de uma forma tão concatenada e gradual, que você vai se envolvendo de pouquinho em pouquinho, até estar completamente submerso no universo do livro e ser capaz de compreender completamente tudo o que está acontecendo.

Quanto a parte técnica, a narração ocorre em terceira pessoa, o que nos dá um ponto de vista bem amplo dos pensamentos e sentimentos de todos os personagens. Isso também facilita as críticas no narrador, principalmente em relação a determinados comportamentos sociais da época.

Além disso, por seu um livro da década de 70, esperava um pouco mais de dificuldade na leitura, o que não ocorreu, a tradução está muito boa; as poucas palavras e termos que não faziam parte do meu vocabulário foram muito fáceis de pesquisar, isso quando já não vinham explicadas no rodapé. A própria leitura em si flui tranquilamente, é o tipo de livro gostoso de ler...daqueles que você nem sente e quando percebe já está terminando!

Minha crítica vai apenas para dois aspectos: a capa do livro e o final. A capa, porque, apesar da cor de fundo e das rosas serem belíssimas, a foto do rapaz não ficou legal (muitas pessoas já me disseram que se fosse só pela capa, não compraria o livro). Quanto ao final, não gostei tanto, pois terminou de forma abrupta, deixando aquela sensação de que faltou alguma coisa.

Uma curiosidade, para quem não sabe, em 1979 foi feita uma adaptação cinematográfica, no qual Tim é interpretado por Mel Gibson e Mary por Piper Laurie. Eu juro que procurei o trailer, mas não encontrei (apenas achei o filme inteiro para ver no youtube!). =p

Trecho:
"Era tão difícil entender seus sentimentos com relação a ele: num momento, pensava nele como se fosse uma criancinha, em seguida, a sua beleza física fazia-lhe lembrar que Tim já era um adulto. E, para ela, era tão difícil ter qualquer sentimento, quando já fazia tanto tempo que que fizera algo mais além de apenas viver" (Página 76)
Para quem gosta de romances, esse é um livro que não pode faltar na sua estante! Tim foi, até agora, para mim, a surpresa literária de 2011 (sim, eu sei que ele é de 1974, mas eu o li esse ano, então...)! Recomendadíssimo!

PS.: Dedico esta resenha a Lucas e sua mãe, minha querida amiga linda Alba, do blog Psychobooks! =*


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bellissima - Nora Roberts
















Título Original: Homeport
ISBN: 9788528614404
Ano: 2010
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 546
Compre: Saraiva / Cultura


Boa Noite!! Bellissima foi o livro que, junto com a Série Mortal, me introduziram ao mundo literário da Nora Roberts.

Até pouquíssimo tempo ainda não conhecia qualquer livro dessa aclamada autora, e posso dizer que foi uma pena ter demorado tanto tempo para conhecer suas obras. Seus livros são maravilhosos para os que gostam de um bom romance, com personagens fortes, atrelado ao suspense.

Deixando minhas divagações de lado, vamos ao que interessa que é conhecer essa maravilhosa história. Segue abaixo a sinopse e logo em seguida a resenha:
Depois de ter a casa assaltada no Maine, a Dra. Miranda Jones, agora que o pior já passou, está decidida a esquecer o incidente. Surge, então, a oportunidade de ir às pressas para a Itália. Ela deverá constatar a autenticidade de um bronze renascentista de uma cortesã da família Médici, conhecido como A Senhora Sombria.
Entretanto, em vez de consolidar sua fama de perita excepcional, o trabalho acabará prejudicando a carreira de Miranda e manchará sua reputação: ela dará um veredicto questionado.
Vendo-se num beco sem saída, pois o relacionamento com a mãe está emocionalmente estremecido, o irmão, seu porto seguro, encontra-se mergulhado em problemas e, não tendo com quem contar, Miranda é obrigada a fazer uma aliança indesejada com Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte.
Bellissima é um romance cheio de trapaças e desejos desafiadores, escrito pela autora número 1 das melhores e mais importantes listas de mais vendidos do mundo e também do coração de sua legião de fãs.
Miranda Jones é a tipica personagem forte, senhora de si e dona de uma beleza estonteante. Sua vida é sinônimo de trabalho, o qual ela realiza no instituto de arte pertencente a sua família há gerações no Maine, sua especialidade é a verificação, estudo e catalogação de peças de arte, principalmente as do período renascentista.

Sua família resume-se principalmente ao seu irmão, Andrew, com quem mora e gere o instituto. Seus pais vivem distantes, cada um mergulhado em seu próprio trabalho, ou seja, ela não sabe o que é ter uma família de verdade. Isso só piora quando vê seu irmão cada vez mais se afundando no vício do alcóol, afastando-se dela e dele mesmo. Nora soube tratar do problema do alcoolismo muito bem.

A vida certa e controlada de Miranda começa a sair do trilho quando ela é assaltada em frente a sua casa. Depois desse evento, ela é chamada para ir a Florença, no laboratório de sua mãe, estudar e analisar uma peça que pode ser uma grande descoberta para o mundo das artes.

Em Florença, o que poderia ser algo grandioso transforma-se em um pesadelo para Miranda, que precisa lidar com a desaprovação de sua mãe e uma possível mancha em seu nome profissional, o que só piora quando o instituto é assaltado e uma das principais peças destes, o Davi, é levada.

Nesse interregno, Miranda conhece Ryan Boldari, dono das Galerias Boldari (e lindo de morrer, é claro), um possível parceiro de negócios, mas que também é um dos maiores ladrões de arte da atualidade. O envolvimento entre eles é inevitável.

Após dar um golpe em Miranda, Ryan se vê em problemas por causa disso e volta ao Maine para tirar satisfações com ela que, sentindo-se traída, mas sem opções, termina cedendo e aceita ajudá-lo a limpar tanto o nome dele quanto o dela, principalmente depois de chegarem a conclusão de que todos os incidentes estão conectados.

Juntos, eles passam por muitas enrascadas e precisam desvendar esse quebra-cabeça ao mesmo tempo em que lidam com esse assassino frio e calculista, que tem por objetivo destruir Miranda.

Como a própria sinopse aponta, este é um livro que tem uma história capaz de te prender do início ao fim. Nora soube montar muito bem em Bellissima uma rede de intrigas e traições de deixar você louco para saber o que vem a seguir, bem como suspeitar de tudo e de todos.

Claro que tudo isso está amarrado a um romance de tirar o fôlego entre Ryan e Miranda, um casal que não tinha nada pra dar certo, com duas personalidades totalmente distintas, mas que se completam, no fim das contas. As cenas entre eles te levam do suspiro, ao riso, ao choro e ao arrepio! *.*
"Ela queria tudo, e mais. Tudo e o impossível. E sabia que, com ele, teria". (Página 209)
O livro também possui uma ótima dose de humor, seja por meio das confusões entre Ryan e Miranda, seja em razão da família de Ryan, uma mistura de irlandeses com italianos capazes de te fazer dar boas risadas quando aparecem no livro.
"Ela gaguejou, perdeu completamente a noção do que diria a seguir. - Você tá tentando me convencer de que ela sabe que você rouba?
- Claro que sabe. Ela tem cara de idiota? - Ele balançou a cabeça. - Eu não minto para minha mãe. Agora, anda, vai. - Empurrou-a delicadamente para o banheiro enquanto ela simplesmente olhava para ele, boquiaberta. - Eu tô com fome." (Página 218)

"- Entendi. Eu me sinto na obrigação de lembrar que a sua mãe não tá aqui.
- Mas ela vai saber - ele disse com algum sofrimento. - Ela sempre sabe, e eu vou pro inferno, porque ela vai dar um jeito de fazer isso acontecer." (Página 325)
A narração do livro é em terceira pessoa, mas o enfoque está principalmente na mente e pensamentos dos personagens principais. Já a linguagem é fácil e fluida de maneira que você mal sente as mais de 500 páginas. Sem contar a capa que, fazendo jus ao título do livro, é realmente belíssima; e os cenários de Florença e do estado americano do Maine, que embelezam ainda mais a história.

Para quem ainda não comprou o presente de Natal de alguém, ou não sabe o que quer, este livro é uma ótima pedida, recomendadíssimo! Fica a dica.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Promoção do livro Dois Pesos, Duas Medidas


Olá leitores!! É com muita satisfação que trazemos para vocês mais um sorteio!! \o/ Dessa vez do livro Dois Pesos, Duas Medidas, da Judith McNaught (leia a resenha aqui).

Quem ficou curioso para conhecer esse ótimo livro e quiser participar, basta seguir TODAS as regras abaixo:

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# A promoção inicia hoje e vai até dia 15/12/2010, às 20h;

# O sorteio ocorrerá através do site TwitRand;

# O vencedor terá três dias para enviar seu nome e endereço completos para o e-mail prateleiracultural@yahoo.com.br, sob pena de realização de novo sorteio.

Boa Sorte a todos!! =D

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dois Pesos, Duas Medidas - Judith McNaught







Editora: Bertrand Brasil
Autor(a): Judith McNaught
ISBN: 9788528614305
Número de páginas: 294

“Homem de viril beleza, Nick Sinclair, presidente da Global Industries, comanda os negócios da mesma forma como o faz com suas mulheres – com charme, ousadia e implacável autocontrole. Acostumado ao que há de melhor, ele contratou Lauren Danner e supôs que a orgulhosa beldade logo seria mais uma conquista fácil. No entanto, a brilhante inteligência e a rara energia da jovem o deslumbram. Aos poucos, contra sua vontade, ele se vê intrigado, desafiado e... apaixonado.
Entretanto, Lauren vive uma mentira, uma farsa que se torna mais perigosa a cada momento. Seu segredo pode destruir a frágil confiança de Nick – e a promessa de um futuro com o homem mais irresistível que ela já conheceu.”
Quando Lauren conheceu Nick, ela literalmente caiu aos seus pés.

Lauren estava saindo de uma entrevista de emprego na empresa Sinco quando pensou estar sendo perseguida por um ladrão, ao tentando escapar acabou caindo aos pés de dois desconhecidos, um dos quais era o homem mais deslumbrante que ela já vira.

Após a queda, Nick e Lauren conversaram um pouco e a conversa se encerrou com a promessa dele de ajudá-la a conseguir o emprego na Sinco. No entanto, havia dois fatos que ambos ignoravam:

1) Nick não contou a Lauren que era o presidente da empresa e enteado de Philip Whithworth.

2) Lauren não contou a Nick que estava tentando conseguir um emprego na Sinco porque o Sr. Whithworth a mandou para investigar a empresa.

Para completar a confusão, eles se apaixonam um pelo outro...

Lauren é uma personagem muito forte, não é daquelas mocinhas que passam o livro inteiro chorando por um homem. Ela e Nick, apesar de gostarem um do outro, brigam muito. Nenhum dos dois gosta de levar desaforo para casa. As brigas entre eles, em alguns momentos, são engraçadas:
“- Sempre que a vejo, parece que não posso deixá-la ir embora.
- Você me despediu!
Ele riu.
- Acabei de recontratar.” (Página 150)
Nick, apesar de ser muito charmoso, tem umas tendências meio machistas. Ele consegue nos fazer suspirar em alguns momentos e em outros nos fazer quase morrer de raiva! Eu gostei dele, apesar de já ter lido livros com mocinhos mais apaixonantes.

Na minha opinião, o ponto alto da estória é a relação de amor e ódio entre os personagens, uma vez que, apesar de se gostarem, estão sempre brigando e guardando segredos um do outro.

Bom, quem me conhece sabe que eu sou suspeita para falar dos livros da Judith McNaught, pois já li alguns e gostei de todos, principalmente dos romances históricos. Fica a dica para quem gosta do gênero!


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Em Cartaz: O Bem Amado

Sinopse:
Adaptação da obra de Dias Gomes, O Bem Amado retorna, agora nas telonas, para contar a história de Odorico Paraguaçu (Marco Nanini), prefeito da cidadezinha de Sucupira, com vocação nata para a verborragia, cheio de neologismos, além de ser um típico demagogo.
Sua principal meta como prefeito é a criação de um cemitério, o qual não consegue inaugurar tendo em vista a ausência de defuntos.
Durante sua gestão, conta com o apoio das irmãs cajazeiras (Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes) e do seu assessor de gabinete, Sr. Dirceu Borboleta (Mateus Nachtergaele), mas sofre forte oposição por parte do dono do jornal local, Vladimir (Tonico Pereira).

Ficha Técnica:
Roteiro: Cláudio Paiva e Guel Arraes baseado na obra de Dias Gomes
Direção: Guel Arraes
Elenco: Marco Nanini, José Wilker, Mateus Nachtergaele, Tonico Pereira, Zezé Polessa, Andréa Beltrão, Drica Moraes, Maria Flor, Caio Blat, Edmilson Barros, Bruno Garcia.

Antes de falar sobre o filme em si, vou explicar para vocês, nossos leitores do blog, um pouquinho sobre o histórico do Bem Amado.

O Bem Amado, originalmente, foi uma peça teatral escrita por Dias Gomes em 1962 com o título "Odorico, O Bem Amado e Os Mistérios do Amor e da Morte". Após muita luta, o autor conseguiu vê-la encenada pela primeira vez em 1969.

Já em 1973, foi transformada em telenovela pela Rede Globo, cujo roteiro também foi escrito por Dias Gomes, e foi um grande sucesso. Na década de 80, decidiu-se dar continuidade a telenovela, sendo que, para tanto, a Rede Globo resolveu produzir essa continuação na forma de série, a qual teve fim em 1984.
Após mais de duas décadas, O Bem Amado, retorna ao cenário cultural brasileiro, dessa vez na forma de filme e com um elenco diferente, cujo roteiro foi baseado no texto da telenovela de Dias Gomes por Guel Arraes e Cláudio Paiva. Ressalte-se que o filme restringe-se a história transmitida na novela, não abordando a continuação da série.

Pois bem, Odorico Paraguaçu é eleito prefeito do município fictício de Sucupira, lugarejo no interior baiano, após o assasinato trágico do ex-prefeito por Zeca Diabo, um assassino da região.

Odorico é uma figura tipicamente caricata dos políticos demagogos, cheio de um discurso verborrágico e que adora um neologismo. E são extamente seus discursos que garantem ótimas risadas do início ao fim do filme. Só para vocês terem uma idéia, vou citar alguns neologismos e frases clássicas ditadas por ele: "construimento"; "genipapista"; "caluniamento"; "prafrentemente";

"Meus conterrâneos, vim de branco para ser mais claro. Esta cidade precisa ter um cemitério";

"Os finalmentes justificam os não obstantes";

"Botar de lado os entretantos e partir para os
finalmentes".
Como já destacado na sinopse, sua meta de campanha é a construção de um cemitério, o que só ocorre aos trancos e barrancos, em razão dos golpes do jornalista opositor Valdir e depois de muitos desvios e cortes da verba pública.

Contudo, apesar de ter construído o cemitério, o prefeito não consegue inaugurá-lo, pois ninguém morre na cidade. O que leva Odorico a cometer diversas loucuras, dentre elas contratar Zeca Diabo como seu delegado - pra ver se ele matava alguém -, as quais culminam no fim trágico de seu governo.

Além da ótima interpretação de Marco Nanini, o restante do elenco também não deixa a desejar, sendo que eu também quero destacar a atuação de Edmilson de Barros, como o "Moleza", personagem que me arrancou muitas risadas.

Apesar de engraçado, de possuir um ótimo elenco, um lindo cenário e uma maravilhosa trilha sonora, o roteiro do filme deixa a desejar quando este chega em sua metade, uma vez que começa a ficar bem parado e até meio perdido. Também é preciso criticar um pouco o Zeca Diabo interpretado por José Wilker, pois este começou muito bem, mas, ao retornar na segunda parte do filme não convenceu. Além disso, as cenas românticas envolvendo a filha de Odorico, Violeta, e o jornalista Neco pareciam fora de lugar, sem contar que ficou a impressão de que eles foram dublados.
Para quem tiver interesse, é possível ler a obra de Dias Gomes, O Bem Amado. A Editora Bertrand lançou uma nova edição agora em 2010 e a leitura é muito gostosa, além de engraçada, pois o texto é escrito em forma de peça teatral mesmo. A capa do livro é essa ao lado.
E para concluir, vou citar pra vocês um trechinho da nota de Dias Gomes de 1970, que vem dentro do livro, na qual ele fala um pouco sobre o personagem Odorico Paraguaçu e sua relação com os políticos brasileiros:

"Odorico Paraguaçu é um tipo de político que - embora a prática das eleições pareçam já coisa do passado - é bastante comum, não só no interior como nas grandes cidades. É claro que o grau de demagogia e paranóia é variável. Mas o processo é o mesmo. E não se pense que a proibição do povo de eleger livremente seus candidatos nos livra dos Odoricos provincianos ou citadinos, estaduais ou federais. Eles existem e continuarão existindo, com maior ou menor extroversão, porque são frutos, não da prática da democracia, mas da alienação e do oportunismo dos governantes, eleitos ou nomeados, escolhidos ou impostos." (p. 8)

Retrospectiva 2017

Fiz 87 leituras no total, Isso contando somente os livros. Juntando com quadrinhos o total é 156. Pra ficar mais divertido fiz várias c...