domingo, 14 de agosto de 2011

As pelejas de Ojuara - Nei Leandro de Castro



Olá, leitores queridos! A resenha de hoje é de um dos livros preferidos do meu pai e, já que hoje é o dia dos pais, achei bem apropriado (hehehe). Seguindo a linha que me propus seguir nesse mês de agosto, apresento vocês a Ojuara, um valente norte riograndense que nasceu com 28 anos de idade e decidiu desbravar o sertão nordestino a procura de aventuras e amores. Essa é proposta desse livro: contar as pelejas (aventuras) de Ojuara.

Escrito pelo caicoense (Caicó/RN) Nei Leandro de Castro, “As pelejas de Ojuara” é um livro divertido que conta de uma forma lírica e desinibida a história da vida de seu valente personagem principal, desde sua pré-história até sua morte, quando desafia o Diabo e acaba virando um bicho (sei que acabei de dizer o final, mas isso já vem no subtítulo do livro e no nome do filme baseado nele. Então não vi problema em soltar o spoiler. ;D)

O livro começa contando como José Araújo Filho, mais conhecido como Zé Araújo, virou Ojuara (que é Araújo de trás pra frente). Zé Araújo era boêmio, namorador, que adorava uma farra regada a cachaça e mulher, mas acabou preso nas amarras do casamento com uma turca mal nascida (vulgo, feia) e mal humorada. Depois de casado foi trabalhar na venda do sogro e era conhecido na cidade como leso e manicaca.

Até que um belo dia, depois de ouvir uma piada mal encaminhada do barbeiro, tomou coragem e expeliu toda a sua fúria contra tudo aquilo que lhe prendia – dando uma boa surra no sogro e na mulher e dizendo umas boas verdades ao povo que lhe tinha por homem fraco. Nascia então Ojuara, o novo herói do sertão.

Dali em diante ele ia desbravar o sertão e encontrar vários personagens dignos de literatura de cordel, que lhe renderam várias aventuras e histórias para contar. Em suas andanças encontra bruxos, valentões, mentirosos, prostitutas e assombrações dentre vários outros personagens marcantes. Tudo isso envolto em um clima de magia, com cavalos que levantam vôo, rios de leite e mel, e plantas de água e cachaça, que dão a suas pelejas um timbre de lenda.

O livro é muito divertido, mas, como disse no começo, é bem desinibido. Em outras palavras, cenas de nudez, sexo e violência são descritas com todas as palavras que tem direito. Para se ter uma idéia do que estou falando, vejam a rima que introduz a segunda parte do livro (a das pelejas):
“As andanças de Ojuara
Pelo mundão sem porteira.
Suas brigas, sua glória,
Fodelança a vida inteira.”
Em resumo, é um livro para gente grande. Eu até poderia dizer o apelido de Zé Araújo ou o da prostituta com quem ele se casou para ratificar essa advertência, mas envolvem uma palavra que não convém colocar num blog lido por gente de todas as idades. Quem viu o filme (que é bem coerente e próximo do livro) vai entender o que estou falando – e saibam que o filme é leve perto do livro, viu?

O filme foi lançado em 2007 e tem quem interpreta Ojuara é Marcos Palmeira, tendo também no elenco Fernanda Paes Leme e Flávia Alessandra. Como disse, é bem coerente com o livro e vale a pena assistí-lo. Para ele faço a mesma advertência do parágrafo anterior.

É isso, pessoal. Bom domingo!

4 comentários:

  1. Não é o meu estilo, mas achei lindo você colocá-lo aqui por ser o livro preferido do seu pai. *_*
    Beijos.

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  2. Eu tenho o filme e é simplismente um dos melhores que já assistir,não fica atrás do alto da compadecida.

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  3. um ótimo filme que me faz lembrar da novela cordel encantado, e quando termina nos dá aquela nostalgia.

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  4. Ótimo filme e excelente livro, recomendo!

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