sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Irmã de Ana Bolena - Philippa Gregory (Tudors #2)













AUTORA: Philippa Gregory
ISBN: 978-85-01-07369-3
EDITORA: Record
NÚMERO DE PÁGINAS: 626


SINOPSE: “DUAS IRMÃS COMPETINDO PELO PRÊMIO MAIOR... O AMOR DE UM REI.
Aos 14 anos e recém-casada, Maria Bolena é levada para a corte de Henrique VIII na companhia dos irmãos George e Ana. Delicada e bondosa, Maria ganha a proteção do soberano, tornando-se sua amante.
No entanto, a personalidade de Ana acaba atraindo o monarca, que a escolhe como nova concubina.
A rivalidade entre as irmãs e as intrigas palacianas são os ingredientes deste delicioso romance, da inglesa Philippa Gregory.”

Esta resenha pode conter SPOILERS.

Depois de acompanhar toda a trajetória de Catarina de Aragão para se tornar rainha (veja a resenha do livro A Princesa Leal), vemos que o seu tão sonhado casamento com Henrique VIII não trouxe apenas felicidade. A serie de abortos que a impossibilitou de ter um filho varão, que herdasse o trono, causou muita revolta no rei.

Henrique VIII vê na falta de um herdeiro um perigo para o país. Como manter a paz recém conquista se ele morrer sem deixar um sucessor que mantenha a ordem? Sua filha com Catarina, a princesa Mary, não tem nenhuma utilidade, serve apenas para conseguir alguma boa aliança através do casamento.

Henrique era um homem volúvel, de modo que sua insatisfação com a esposa que não lhe deu um herdeiro fez com que ele buscasse amantes. É aí que a família Bolena entra na história.

Maria Bolena era uma moça casada, mas tão logo ela desperta o interesse do rei, sua família a afasta do marido para facilitar as coisas para o monarca. Ela realmente se apaixona por Henrique VIII, o qual a presenteia e não esconde de ninguém que a tem como amante.

Ana Bolena, que deveria servir de alcoviteira para a irmã, Maria, passa a jogar charme para o rei. Henrique, que como eu já falei é muito volúvel, muda suas atenções para a outra garota Bolena. Essa mudança de interesse do rei demora um pouco para acontecer e, quando ocorre, Maria já tem 2 filhos dele. Obviamente, a rivalidade que já era grande entre as irmãs fica gigantesca.

“(...) Ela estaria sentindo aquele misto incômodo de emoções que ela sempre despertava em mim: admiração e inveja, orgulho e uma rivalidade furiosa, o anseio de ver uma irmã querida ter sucesso e o desejo apaixonado de ver a queda de uma rival.”
Página 78


- “‘Não quero que retorne à corte para ser minha rival’ – eu disse emburrada.
- ‘Nasci para ser sua rival’ – replicou simplesmente. – ‘E você minha rival. Somos irmãs, não somos?’”
Páginas 183/184


- “Sim, você! – agrediu-me com uma explosão de sua energia sombria. – Casou-se quando não passava de uma criança e, agora, é amante do rei. Menos inteligente do que eu! Menos instruída do que eu! Mas é o centro da corte e eu não sou nada. Tenho de ser sua dama. Não posso lhe servir, Maria. É um insulto para mim.”
Página 114

Todos nós já conhecemos previamente o final da história, afinal, já estudamos na escola que o rei Henrique VIII foi excomungado pelo Papa ao tentar anular seu casamento com Catarina de Aragão para se casar com Ana Bolena. Também sabemos que, em razão disso, ele criou a Igreja Anglicana, da qual se nomeou líder absoluto. No entanto, apesar de já sabermos disso, a forma como a Philippa Gregory narra os fatos faz com que tudo seja novidade.

A forma como ela construiu a personalidade dos personagens é intrigante, desde o Henrique imaturo e sugestionável, passando pela Maria doce e apaixonada, até a Ana Bolena obstinada e cruel, senhora de suas opiniões e capaz de tudo para conseguir alcançar seus objetivos, uma mulher que mostrou ao rei o quão tirânico ele poderia ser. Não acho que vilã seja um termo adequado para descrevê-la, mas as vezes é o que ela parecer ser.

Maria tem uma personalidade interessante, ela demonstrava fortaleza de espírito quase ao mesmo tempo em que parecia ser subjugada por Ana. Obedecia as ordens do pai quando queria ser livre e escolher seu próprio destino.

“(...) Sei disso bem o bastante. Significa não ganhar nada para si mesma e que é tudo para seu marido ou senhor. Significa obedecer-lhe tão prontamente quanto um criado. Significa tolerar qualquer coisa que ele escolher fazer, e sorrir ao fazê-lo. Servi à rainha Catarina nesses últimos anos. Vi o que a vida foi para ela. Eu não seria uma princesa, nem mesmo por seu dote. Tampouco seria uma rainha. Eu a vi ser aviltada, humilhada, insultada, e tudo o que ela podia fazer era se ajoelhar em seu genuflexório, rezar por uma pequena ajuda, e se levantar e sorrir para a mulher que triunfava sobre ela. Isso não me parece tão atraente, George”.
Página 284


O livro é inteiramente narrado por Maria, então acompanhamos os acontecimentos da Corte através dos olhos dela. Claro que não podemos saber se a verdade realmente condiz com os fatos narrados pela autora, considerando que alguns historiadores descrevem Maria como sendo a mais devassa das irmãs Bolena, mas essa dúvida sobre o que verdadeiramente aconteceu é a coisa mais legal do livro.

Existem tantos personagens que mereciam ser explorados, como, por exemplo, George e Jane Bolena, mas a resenha vai ficar ainda maior se eu falar deles. Vou encerrar dizendo que o livro é maravilhoso e vale muito a pena.

OBS: Esse livro originou o filme que, no Brasil, recebeu o nome A Outra. Depois farei um post na seção Livro x  Filme comparando os dois.


 Saiba mais sobre Maria Bolena e Ana Bolena clicando em cima do nome delas.

3 comentários:

  1. Amo livros assim. Eu tenho esse filme aqui em casa, mas tô aguardando ler o livro primeiro. Mania de bookaholic rsrsrs

    Bjss

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  2. sou fã da autora... e como sempre esse é mais um excelente livro dela.. apesar de ter gostado um pouquinhoooo assim mais de A Princesa Leal pq me surpreendeu... esse tb faz tudo q deveria ehehehe fiquei muito emocionada em várias partes.. e adorei conhecer mais sobre a Maria.. a autora tem uma forma de narrar.. q assim vc ñ consegue ñ acreditar no q ela conta eheheh incrível...

    fui assistir ao filme depois.. e me decepcionei demais.. com tantos atores bons.. e ñ aproveitaram muito bem a história.. foi muito corrido..

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  3. Eu, como apaixonada por História, nem preciso dizer que fiquei louca por esse livro, né? Já quero ler e saber mais sobre esses fatos que foram essenciais para mudar o rumo de tanta coisa.
    Já vi o filme duas vezes e adorei! Natalie e Scarlett mandaram super bem em seus respectivos papéis.

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